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Sistema Intermunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais dos Municípios da Lezíria do Tejo |
Apesar do grande esforço realizado nos últimos anos por parte dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Golegã e Salvaterra de Magos, no que diz respeito ao abastecimento de água e de saneamento de águas residuais, o nível actual de integração dos mesmos é ainda algo incipiente, induzindo-os a um esforço suplementar de adequação técnica ao nível da distribuição de água e recolha de águas residuais. Face à situação actual de maturação do sector em Portugal, seria imprudente avançar com um mero sistema de abastecimento de água até aos principais reservatórios da região e de tratamento e rejeição de águas residuais para grandes aglomerados populacionais, alheado dos efeitos colaterais nas actuais estruturas municipais. Em termos jurídicos e técnicos é possível integrar as ditas “Baixas” nas “Altas”, mas estrategicamente ninguém tem avançado com esta estratégia até à presente data (numa perspectiva supra-municipal e de simultaneidade entre o abastecimento de água e o saneamento de águas residuais) e, na ausência de outra resposta, o modelo Intermunicipal Integrado é consistente e coerente. A adequação dos investimentos e respectiva proposta económico-financeira a concretizar na dita “Alta” não pode estar dissociada dos grandes investimentos e reestruturação financeira a realizar na dita “Baixa” – investimentos directos ao cliente utilizador / pagador e poluidor / pagador. Esta perspectiva integradora, quer entre infra-estruturas de “Alta” e “Baixa”, quer nas respectivas estruturas para a sua exploração, permite grandes economias de escala, uma visão racional e integrada na gestão técnico-económica dos recursos existentes e a criar, uma delimitação legal claramente pré-estabelecida, uma maior responsabilização empresarial e uma optimização das actuais estruturas públicas. No âmbito da concepção geral do Sistema Intermunicipal, foram estudados modelos alternativos, quer pela separação da dita “Alta” da “Baixa”, quer por uma maior integração nos sistemas de tratamento de águas residuais e de captações / origens de água. O resultado da primeira análise foi que um modelo integrador da “Alta” com a “Baixa” é muito mais vantajoso que o da separação destes dois serviços. Este segundo modelo apresentou grandes perdas de economias de escala e de sinergias operacionais, resultando num aumento das incertezas na materialização dos estudos de viabilidade técnico-económicos. A separação entre a “Alta” e a “Baixa” (Sistema Multimunicipal em “Alta” e um Sistema Intermunicipal em “Baixa”) introduzia um acréscimo de cerca de 30 a 40% no valor médio final do preço ao consumidor. Com a alternativa escolhida pelos sete municípios associados deste Projecto obtém-se uma maior racionalização estrutural do sector, através da: Aliás, é de referir que no relatório do grupo de peritos (nomeado por despacho conjunto da Ministra de Estado e das Finanças, Ministro da Economia e do Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente), que apresentou 7 alternativas de modelos para o reordenamento empresarial do sector das águas em Portugal, a integração horizontal e vertical é apontada como vantagem nos modelos que a contemplam e desvantagem nos modelos em que tal integração não é possível ou é bastante difícil de concretizar. Mais recentemente, o PEAASAR 2007-2013 veio dar razão à CIMLT. O modelo adoptado resolve todo o tipo de constrangimentos que possam advir da falta de intervenção dos municípios, assim como resolve o problema de os municípios serem simultaneamente accionistas e clientes. A concretização deste Projecto permitirá uma conciliação perfeita entre a melhoria das actuais redes de drenagem de águas residuais e de água e os projectos de abastecimento de água e tratamento de águas residuais em “Alta”. Só desta forma integrada é que se alcançarão resultados positivos. Resumidamente, pretende-se com este Projecto alcançar os seguintes resultados: - Dotar a região de mais e melhores infra-estruturas tecnicamente ajustadas às actuais e futuras necessidades em “Baixa” e em “Alta”, com uma cooperação de todos os intervenientes, atingindo as metas a que nos propomos e que a União Europeia nos obriga; É nesta estratégia nacional que se insere o Sistema Intermunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais dos Municípios da Lezíria do Tejo que será gerido por um período mínimo de 40 anos, pela empresa AR - Águas do Ribatejo, EIM, sociedade a constituir pelos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Golegã e Salvaterra de Magos.. Este Sistema está previsto no PEAASAR, integrando-se portanto nos objectivos nele fixados, e dando assim cumprimento à legislação comunitária no domínio do ambiente, designadamente: - 91/271/CEE – tratamento de águas residuais urbanas; Com este Sistema prevê-se, ao nível do saneamento: Ao nível do abastecimento, prevê-se: O Projecto prevê um investimento de aproximadamente 135.523 milhões de Euros para os próximos 40 anos. Com os investimentos que estão previstos, a taxa de cobertura de tratamento de águas residuais nos municípios associados ao Projecto vai passar dos actuais 60% para 88,9%, até finais de 2010.
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www.cimlt.eu Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo 2004 |